Hoje, 25 de janeiro de 2026, São Paulo faz 472 anos. A data convida menos à exaltação e mais à observação fria dos fatos. Dois deles merecem registro.
No turismo, os números falam por si. Sob a condução de Roberto de Lucena, a Secretaria de Turismo e Viagens trabalha com projeções de crescimento real de 3,3% em 2026. O PIB do turismo paulista pode chegar a R$ 369 bilhões, algo próximo de 9,9% do PIB estadual. É um desempenho acima da média da economia do estado. Traduzindo, turismo deixou de ser acessório e passou a ser política econômica.
Na infraestrutura ambiental, o movimento é menos visível, mas estrutural. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, comandada pela procuradora federal Natália Resende, firmou na última quinta-feira parceria com o Swedfund International AB. O acordo prevê estudos técnicos para novos gasodutos de biometano, aproveitamento do digestato e modelos de negócios para biofertilizantes. O aporte estimado é de R$ 5 milhões, integralmente bancados pelo governo sueco, destinados a consultorias em energia e infraestrutura. Não é um anúncio vistoso. É planejamento de longo prazo. E planejamento, em São Paulo, costuma render mais que discurso.
No pano de fundo, há um método. O governador Tarcísio de Freitas montou uma equipe com foco em execução e resultado. Ex-ministro da Infraestrutura, levou para o Palácio dos Bandeirantes a lógica de quem conclui obras, reativa ferrovias e estrutura investimentos. No governo federal, comandou 83 leilões, viabilizou quase R$ 100 bilhões em aportes e ajudou a gerar cerca de 1,2 milhão de empregos diretos e indiretos. Em São Paulo, a mesma engrenagem aparece no turismo que cresce e na transição energética que começa a sair do papel.
Vivas à estimada São Paulo, que a história da cidade inicia-se em 25 de Janeiro de 1554, oficialmente fundação, no planalto de Piratininga, quando os padres Jesuítas, Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, da Companhia de Jesus (SJ - Societas Iesu), conhecida como a Ordem dos Jesuítas, fundaram o Colégio de São Paulo, e celebraram a primeira missa, data conciliada com a celebração da Conversão do Apóstolo Paulo, ao Cristianismo, nome que guia a cidade.
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Ronaldo Nóbrega é jornalista e memorialista, com quase três décadas de atuação na imprensa e na análise institucional. Aos 16 anos, emancipou-se para ingressar no mercado de comunicação, iniciando sua trajetória no jornal A Hora, no Nordeste. Em Brasília, atuou como consulente no Tribunal Superior Eleitoral por 12 anos. Em 2005, teve papel de destaque na Consulta nº 1.185, que contestou a Regra da Verticalização e resultou na Emenda Constitucional nº 52/2006, marco que consolidou a autonomia partidária no Brasil.

