O diretor da Regional Brasília da Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais (FUNCEX), Mauro Souza, engenheiro elétrico com formação em robótica e telecomunicações, fala a partir da técnica. Ainda assim, seu artigo já circula com atenção entre formuladores de política industrial e tende a provocar debate no Congresso Nacional.
O texto sustenta que Israel ocupa hoje o núcleo da economia do século XXI, com domínio em semicondutores, inteligência artificial, deep tech e segurança, enquanto o Brasil reúne ativos estratégicos raros, como um agronegócio em escala global e grandes reservas de minerais críticos. Separados, enfrentam limites. Juntos, poderiam formar um bloco de peso geopolítico relevante.
Em Brasília, o alerta foi entendido. A ausência brasileira na iniciativa Pax Silica aparece no texto como um risco de empurrar o país para a periferia tecnológica, restrito ao papel de fornecedor de matérias-primas, longe das etapas de maior valor agregado.
Ao recorrer à máxima de Shimon Peres sobre imaginar o futuro, Mauro Souza toca num ponto sensível do Estado brasileiro. O mundo já está se reorganizando. A política, mais cedo ou mais tarde, será chamada a responder.
Para compreender em profundidade os argumentos e os dados que fundamentam essa análise, leia a íntegra do artigo, de autoria de Mauro Souza, publicado no site Justiça em Foco. Acesse o link abaixo.
https://justicaemfoco.com.br/noticias/151046
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Ronaldo Nóbrega é jornalista e memorialista, com quase três décadas de atuação na imprensa e na análise institucional. Aos 16 anos, emancipou-se para ingressar no mercado de comunicação, iniciando sua trajetória no jornal A Hora, no Nordeste. Em Brasília, atuou como consulente no Tribunal Superior Eleitoral por 12 anos. Em 2005, teve papel de destaque na Consulta nº 1.185, que contestou a Regra da Verticalização e resultou na Emenda Constitucional nº 52/2006, marco que consolidou a autonomia partidária no Brasil.

