O Tribunal de Contas da União aprovou, por unanimidade, as contas de 2025 do governo Lula. Entretanto, o parecer veio com ressalvas e alertas importantes.
O relator, ministro Benjamin Zymler, afirmou que as contas são fidedignas. Porém, o ministro apontou fragilidades na gestão fiscal, no controle das renúncias tributárias e na trajetória da dívida pública.
Um dos pontos mais sensíveis foi o empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios. Para Zymler, a operação foi aprovada sem análise técnica adequada do plano de recuperação da estatal e dos riscos fiscais da garantia dada pela União.
O TCU também chamou atenção para o volume de despesas fora da meta fiscal, estimado em R$ 48,7 bilhões, e para o peso das renúncias fiscais, que chegaram a R$ 544 bilhões.
Outro alerta foi a rigidez do Orçamento: 91,4% dos gastos do governo são obrigatórios.
Na prática, o TCU aprovou as contas, contudo, avisou que o governo precisará mostrar mais controle sobre dívida, benefícios fiscais e gastos fora da regra fiscal.
O parecer agora segue para o Congresso, que dará a palavra final sobre as contas presidenciais.

