O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa desistiu de disputar a Presidência da República pelo Democracia Cristã nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada à direção da legenda após as condições apresentadas para sustentar uma campanha nacional não avançarem como esperado. O presidente do partido, porém, chegou a negar publicamente que a desistência estivesse formalizada.
Nos bastidores, pesaram principalmente a falta de recursos, a estrutura reduzida do DC e a dificuldade para construir uma aliança com partidos maiores. Com apenas um representante na Câmara dos Deputados, a legenda enfrenta limitações de financiamento, tempo de propaganda e capilaridade nacional.
Uma fonte ligada às articulações revelou que dirigentes do partido chegaram a procurar lideranças da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. As conversas, entretanto, não prosperaram.
Segundo relatos de bastidores, os dirigentes da federação teriam sinalizado que o grupo não pretende lançar candidatura própria ao Planalto, mas também não estaria disposto, por enquanto, a declarar apoio formal a outro presidenciável. Sem o respaldo de uma estrutura partidária maior, o projeto de Barbosa perdeu viabilidade política.
A desistência encerra uma articulação iniciada havia poucos meses, quando o DC apresentou o nome do ex-ministro no lugar de Aldo Rebelo, então pré-candidato da legenda. A mudança provocou resistência interna e chegou a levar Rebelo a avaliar medidas judiciais contra a substituição.
Barbosa deixa a corrida antes das convenções partidárias, enquanto o DC volta a enfrentar a indefinição sobre quem representará a sigla na disputa presidencial.

