Wellington Luiz resolveu acabar com o festival de especulações sobre o MDB do Distrito Federal.
No lançamento da caminhada eleitoral de Celina Leão ao Governo do DF, no sábado (18.7), em Ceilândia, o presidente da Câmara Legislativa e do diretório regional deu o recado sem floreios: Rafael Prudente está com Celina. E o MDB também.
A declaração não é banal.
Wellington acaba de sobreviver a uma tentativa de tomar-lhe o comando do partido. O movimento chegou à direção nacional, presidida por Baleia Rossi, depois que aliados de Rafael Prudente pediram a revisão das decisões tomadas pelo diretório do DF.
A Executiva Nacional chegou a suspender deliberações locais e criou uma comissão para acompanhar as negociações eleitorais. Mas Wellington permaneceu no cargo.
Judiciário
Nos bastidores, seu grupo já tinha pronta uma reação jurídica para o caso de a direção nacional tentar encerrar antecipadamente o mandato do diretório regional. O argumento era elementar: a atual direção tem registro no TRE-DF e vigência até 2 de agosto de 2027.
Intervenção partidária não pode ser tratada como troca de cadeira em gabinete.
Superado o cerco, Wellington passou ao contra-ataque político. Anunciou o MDB fechado com Celina e incluiu Rafael Prudente no pacote.
Nada de motim. Nada de ruptura.
Na política brasiliense, sobreviver já é uma arte. Sobreviver a uma tentativa de intervenção, manter o comando e ainda anunciar unidade é demonstração de força.
Wellington fez as três coisas. Aliás, quatro: anunciou o apoio antes da deliberação da convenção partidária, instância que permite a qualquer filiado apresentar seu nome e disputar a indicação do MDB ao Palácio do Buriti.
Wellington Luiz (MDB-DF) é o atual presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

