A Mensa Brasil, braço nacional da maior organização de pessoas com alto QI do mundo, troca de direção e deixa claro que não quer apenas administrar uma associação. Quer disputar agenda.
A presidência passa ao advogado Júlio Cesar Gonçalves Campos Filho, que assume com um objetivo central ampliar a presença da entidade no interior do País e levar a pauta da superdotação ao centro das políticas públicas educacionais. A estratégia é simples e ambiciosa identificar talentos onde o Estado não chega e transformar inteligência em ativo de desenvolvimento nacional.
A nova diretoria aposta em descentralização, produção de conhecimento, articulação internacional e governança participativa. Mas o eixo político é claro atuar diretamente na formulação e no acompanhamento de políticas públicas voltadas à população de alto QI.
Hoje, a Mensa reúne 4,4 mil membros ativos no Brasil e já identificou mais de 6 mil superdotados na última década, colocando o País entre os oito maiores do mundo nesse ranking. Globalmente, a organização está presente em 90 países.
A mudança de gestão sinaliza mais do que renovação administrativa. Indica uma tentativa de reposicionar a inteligência como tema estratégico em um país que historicamente desperdiça talento. A Mensa Brasil parece disposta a sair da bolha e entrar no jogo.
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Ronaldo Nóbrega é jornalista e memorialista, com quase três décadas de atuação na imprensa e na análise institucional. Aos 16 anos, emancipou-se para ingressar no mercado de comunicação, iniciando sua trajetória no jornal A Hora, no Nordeste. Em Brasília, atuou como consulente no Tribunal Superior Eleitoral por 12 anos. Em 2005, teve papel de destaque na Consulta nº 1.185, que contestou a Regra da Verticalização e resultou na Emenda Constitucional nº 52/2006, marco que consolidou a autonomia partidária no Brasil.

