Três petroleiros continuam encalhados em um estaleiro ao lado do Aeroporto do Galeão, no Rio. Encomendados pela Transpetro e paralisados desde a Lava Jato, os navios hoje apodrecem à vista de quem pousa no Tom Jobim.
O BNDES, que financiou parte das embarcações, trava a venda dos ativos. O banco quer que a própria Transpetro finalize as obras, algo que a estatal já declarou ser inviável do ponto de vista econômico.
Enquanto isso, o Brasil continua importando navios e pagando em dólar por tripulações estrangeiras. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), 96% da frota que transporta petróleo em águas brasileiras é composta por embarcações estrangeiras, enquanto apenas 4% pertencem à bandeira nacional. Essa dependência encarece os custos para o consumidor e limita o desenvolvimento do setor.
O setor naval cobra uma posição clara do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, sobre o futuro da política de crédito para a construção naval. Até agora, silêncio. E os navios continuam parados.

