O Centrão farejou oportunidade e tentou enviar um recado ao Banco Central. Liderados pelo PP, deputados se mobilizaram para acelerar um projeto que daria ao Congresso o poder de afastar diretores e até o presidente da instituição que, até ontem, era apresentada como autônoma. A pressão tinha endereço certo: a operação de compra do Banco Master pelo BRB.
O movimento político, no entanto, não surtiu efeito. O Banco Central vetou a transação e o Banco de Brasília decidiu não recorrer. Pessoas próximas ao BRB admitem que qualquer mudança no desenho do negócio dificilmente alteraria a posição do regulador. O banco também não vê sentido em disputar uma eventual liquidação do Master, embora mantenha aberta a possibilidade de apresentar uma nova proposta em outro formato.
Na quarta-feira (4.set.2025), poucas horas antes do anúncio oficial, o BRB ainda tentou uma cartada final. Enviou ao BC um ofício colocando em aberto possíveis ajustes na operação, em linha com eventuais exigências adicionais. A resposta veio à noite, seca e definitiva: a compra estava reprovada.
Em nota ao mercado, o BRB limitou-se a afirmar que só após acesso integral aos autos poderá avaliar alternativas cabíveis.

