A Câmara Legislativa do DF aprovou em ritmo de urgência urgentíssima, e Ibaneis Rocha sancionou sem pestanejar, a compra de parte do Banco Master pelo BRB. Negócio de R$ 2 bilhões. Retorno, no melhor cenário, R$ 120 milhões por ano.
Quem paga a conta são os quase 190 mil servidores e pensionistas do GDF, 76 mil já aposentados, que viraram acionistas involuntários do BRB depois da engenharia de Rodrigo Rollemberg em 2017. Na época a previdência foi saqueada e compensada com ações e imóveis superfaturados.
Agora, mais uma vez, eles não terão voz. A Justiça condicionou a operação à Assembleia de Acionistas, mas a liminar caiu e a CLDF correu para aprovar. No plenário, o bode na sala: dois artigos que autorizavam o BRB a comprar qualquer banco no Brasil e no exterior. Foram retirados para aliviar tensões, mas o grosso da operação passou como se nada fosse.
Gutemberg Fialho, médico, advogado e presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal - SindMédico-DF, alerta: a aposta pode comprometer o futuro da previdência do DF. O BRB, lembra ele, é banco público, não uma corporação privada para sair às compras no mercado financeiro.
A valorização das ações após o anúncio foi comemorada por Ibaneis como vitória. O Banco Central, se olhar de perto, pode encontrar movimentos “interessantes” nas ações dos dois bancos desde novembro de 2024, quando começaram as conversas.
No fim, a pergunta permanece: quem ganha na compra do Banco Master pelo BRB?
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