A gestão Ricardo Nunes decidiu bater de frente com a Enel. A Prefeitura de São Paulo ingressou, na quarta-feira (6.ago.2025), com uma ação na Justiça Federal para impedir a antecipação da renovação do contrato de concessão da distribuidora de energia que vence em 2028. A ação judicial é o desdobramento de uma escalada que vem desde o fim de 2023. A Prefeitura acusa a Enel de prestar um serviço “deficiente e irresponsável” marcado por apagões em série principalmente durante temporais e ventanias. Além de barrar a renovação, a Prefeitura quer impor à empresa um plano de contingência com metas claras e punições objetivas.
Em nota, a Enel rebateu e afirmou que cumpre os indicadores contratuais. Citou uma redução de 50 por cento no tempo médio de atendimento, e destacou investimentos de 10,4 bilhões de reais previstos entre 2025 e 2027. O dinheiro segundo a empresa será usado para modernização, expansão e digitalização da rede.
Nunes, no entanto, não se convenceu. Disse que só cogita renovação se o serviço melhorar até 2028. Até lá a ordem no gabinete é apertar o cerco. Além da ação, a Prefeitura já havia acionado TCU e Aneel cobrando mais fiscalização e multas.
Nos bastidores o recado é claro. Se depender do prefeito, a Enel não levará a renovação no tapetão nem com discurso técnico embalado em release de assessoria.

