Não é de hoje que a casa própria ocupa o topo da lista de sonhos da família brasileira. Mas, ao contrário do que muitos pensam, o caminho até as chaves do lar não é apenas feito de vontade. É feito de política pública — e de decisões técnicas com alcance social. Foi com esse pano de fundo no início de abril, durante o 98º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), realizado na FEICON, sob liderança da CBIC, com apoio do Senai e do Sesi.
E o avanço veio rápido
O eco do debate chegou rápido aos gabinetes. E nesta terça-feira, 15 de abril, o Conselho Curador do FGTS aprovou, com respaldo técnico e articulação política, uma nova linha de financiamento voltada para famílias com renda mensal de até R$ 12 mil. Trata-se de um movimento inédito dentro do fundo, que sempre teve sua atuação concentrada nas faixas mais baixas de renda. Agora, o foco se amplia para quem ganha mais, mas também precisa de acesso digno à moradia.
A medida autoriza o financiamento de imóveis de até R$ 500 mil, com juros limitados a 10,5% ao ano — taxa inferior à média praticada no mercado tradicional. Para isso, o Conselho determinou a realocação de R$ 15 bilhões do orçamento do FGTS, originalmente voltados à linha de Carta de Crédito Individual (CCI).
Nos bastidores, o movimento foi visto como um aceno importante à classe média, que costuma estar no centro das preocupações eleitorais, mas longe da ação concreta das políticas públicas. Com articulação da CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção e sensibilidade técnica do Conselho Curador, o FGTS avança para onde antes não chegava — e, com isso, abre uma nova frente de inclusão que combina racionalidade econômica com justiça social.
O alcance é expressivo: a expectativa é financiar até R$ 30 bilhões e atender 120 mil famílias em apenas um ano.

