Mesmo representando 3,11% do PIB brasileiro e empregando 7,5 milhões de pessoas, a Economia Criativa ainda convive com desigualdades gritantes. A previsão é que o setor gere mais de 1 milhão de novos empregos até 2030, segundo o Observatório Nacional da Indústria. Mas para quem?
O adiamento da Feira Preta, maior evento de cultura e empreendedorismo negro da América Latina, acendeu o alerta. Por falta de patrocínio, a edição de 2025 foi suspensa e remarcada para 2026. Em nota, os organizadores foram enfáticos: “Um cancelamento que reflete o racismo estrutural que precisamos combater.”
O caso expõe um paradoxo incômodo: enquanto a criatividade brasileira é exaltada como motor da inovação e da economia do futuro, projetos protagonizados por pessoas negras seguem invisibilizados, ignorados e subfinanciados.
Criar é resistir. Investir é reparar. Adiar um evento é adiar uma transformação. Até quando?
A informação foi publicada no site do GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, organização sem fins lucrativos criada em 1995 e referência no país em investimento social privado.

