Lula já entendeu que a eleição presidencial de 2026 será disputada em muitos palanques, mas decidida em um só lugar: no bolso do eleitor.
É por isso que o governo passou a concentrar esforços em programas sociais, estímulos ao consumo e medidas voltadas à renda e ao emprego. A aposta é simples: uma economia percebida como favorável pode neutralizar o desgaste político e recolocar o Planalto em posição competitiva.
Mas há um obstáculo que vai além dos indicadores econômicos. Para transformar melhora na economia em capital eleitoral, o governo precisa recuperar sua capacidade de articulação política. Sem uma base coesa e uma relação estável com o Congresso, resultados econômicos tendem a perder força no debate público.
No Planalto, a avaliação é de que o desempenho da economia será o principal ativo da campanha. Afinal, governos raramente vencem eleições apenas com discursos. Costumam vencer quando conseguem convencer o eleitor de que a vida está melhorando.