A decisão do Progressistas de adotar uma posição de neutralidade na eleição presidencial de 2026 produziu um efeito imediato nos bastidores do PL: enfraqueceu as chances de uma vice oriunda do partido.
Com isso, perderam força os nomes das deputadas Simone Marchetto (SP) e Clarissa Tércio (PE), que figuravam entre as opções analisadas por Flávio Bolsonaro.
O mesmo raciocínio começa a alcançar Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e filiada ao Republicanos. Sem uma definição do partido sobre apoio à candidatura do senador, cresce entre dirigentes do PL a avaliação de que dificilmente a vaga de vice ficará com uma legenda que poderá permanecer neutra na disputa presidencial.
A poucos dias da convenção nacional do PL, marcada para sábado (25.7), em São Paulo, a tendência é que Flávio Bolsonaro mantenha a preferência por uma mulher, mas passe a concentrar a busca em nomes que garantam alinhamento político desde o primeiro turno. Nos bastidores, cresce a percepção de que a solução pode acabar saindo de dentro do próprio PL.