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Coluna Política

No radar de Flávio Bolsonaro, um paraibano para decifrar as redes

Ronaldo Medeiros  -   10 de abril de 2026

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro, presidenciável do PL, passou a analisar um nome do Nordeste para reforçar a engrenagem que mais tira o sono de qualquer candidato competitivo: a inteligência de dados.

Não se fala disso em voz alta. Ainda. Mas, nos bastidores, a conversa já corre. A avaliação é cristalina: em 2026, não bastarão discurso inflamado, vídeo de rede social e fotografia de palanque. Vai sobreviver melhor quem souber ler, com precisão cirúrgica, o humor do eleitor no ambiente digital.

O nome em análise é o de um profissional paraibano, com trânsito em Brasília, que ganhou projeção nacional depois de lançar, em 2025, na Biblioteca do Senado, um livro sobre ambiente digital e polarização política. Não é pouca coisa. O estudo reuniu mais de 2 bilhões de dados analisados ao longo de sete anos.                              

A essa altura do campeonato, campanha que despreza dados faz política de olhos vendados. E a turma de Flávio parece ter percebido isso. Quer menos achismo e mais termômetro. Menos instinto puro e mais leitura de tendência, sentimento e comportamento.

Ninguém confirma oficialmente. Natural. Em política, quando o assunto é sério, primeiro se nega, depois se testa, e só mais adiante se assume.