Em Brasília, o Maranhão deixou de ser um detalhe regional e passou a ser um problema político em consolidação. Um problema que merece a atenção direta de Lula, antes que a conta chegue inteira em 2026.
No centro do tabuleiro está o governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), hoje visto por setores do PT como alguém que fez uma travessia silenciosa para fora do acordo firmado na eleição passada. O combinado era claro. Brandão deixaria o governo para disputar o Senado e abriria caminho para o vice Felipe Camarão assumir o Palácio dos Leões. O que era compromisso virou memória inconveniente.
Brandão agora opera outra engenharia. Trabalha para viabilizar o sobrinho Orleans Brandão, deslocando o PT do centro do poder estadual. No vocabulário petista, isso tem nome. Traição. No dicionário do Planalto, deveria soar como alerta estratégico. Quem rompe acordo em casa não costuma segurar palanque fora dela.
O efeito já aparece no radar eleitoral. O grupo que governa o Maranhão desde 2014 entra na sucessão dividido, enquanto Eduardo Braide cresce como opção competitiva fora do campo lulista. Felipe Camarão vira a variável decisiva. Pode insistir, pode negociar, pode ser o fiel da balança.