A BP decidiu mudar o comando e o rumo. Anunciou a nomeação de Meg O’Neill como nova CEO, a primeira mulher a chefiar a petroleira. Ela assume em abril de 2026, no lugar de Murray Auchincloss, que deixa o cargo após apenas dois anos.
A escolha é lida no mercado como um recado claro: menos discurso e mais petróleo e gás. O’Neill construiu carreira operacional, foi CEO da Woodside Energy e passou mais de duas décadas na Exxon Mobil. Até a posse, Carol Howle ficará como CEO interina.
A troca ocorre sob pressão de investidores por resultados e simplicidade estratégica. Entre eles, a Elliott Investment Management, que tem pouco mais de 5% da BP e cobra cortes de custos, venda de ativos e um freio na aposta em renováveis.
Para analistas, a nomeação sela a guinada. A BP tenta recuperar competitividade e confiança depois de resultados fracos e de uma transição energética que, no curto prazo, não entregou retorno. O mercado entendeu o recado.
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Ronaldo Nóbrega é jornalista e memorialista, com quase três décadas de atuação na imprensa e na análise institucional. Aos 16 anos, emancipou-se para ingressar no mercado de comunicação, iniciando sua trajetória no jornal A Hora, no Nordeste. Em Brasília, atuou como consulente no Tribunal Superior Eleitoral por 12 anos. Em 2005, teve papel de destaque na Consulta nº 1.185, que contestou a Regra da Verticalização e resultou na Emenda Constitucional nº 52/2006, marco que consolidou a autonomia partidária no Brasil.