Um efeito imediato da operação Carbono Oculto já se faz sentir no Congresso. Parlamentares correm para empurrar, em regime de urgência, projetos que vão do moralizante ao inócuo na cadeia de importação e comercialização de combustíveis e biocombustíveis. A tática é clara: colocar tudo no mesmo saco, sem direito ao contraditório.
Exemplo: o PL 399/2025, em análise na Comissão de Minas, prevê multas de até R$ 500 milhões para empresas que não cumprirem metas de compra de Créditos de Carbono, os CBios, papéis cada vez mais raros e sujeitos a especulação financeira.
Outro ponto de espanto é o PL 1923/2024, que cria o Operador Nacional do Sistema de Combustíveis (ONSC). Na prática, retira poderes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis ANP em plena discussão sobre a independência das agências reguladoras.
A Coluna Política apurou que subscrevem os pedidos de urgência os deputados Gilberto Abramo, Republicanos de Minas Gerais e líder do partido; Antonio Brito, PSD da Bahia e líder do PSD; Sóstenes Cavalcante, PL do Rio de Janeiro e líder do PL; Raimundo Santos, PSD do Pará; Isnaldo Bulhões Jr., MDB de Alagoas e líder do MDB; Doutor Luizinho, PP do Rio de Janeiro e líder do PP; Rodrigo Gambale, Podemos de São Paulo e líder do Podemos; e Pedro Lucas Fernandes, União Brasil do Maranhão e líder do União Brasil.
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