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Falta de médicos sobrecarrega atenção básica no DF, diz Gutemberg Fialho

redacao@colunapolitica.com.br  -   28 de julho de 2025

O presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, Gutemberg Fialho, afirmou que a atenção básica de saúde no DF enfrenta um “processo de esvaziamento deliberado”, com déficit de profissionais, sobrecarga de trabalho e redução orçamentária.

Em artigo publicado neste fim de semana, Fialho destacou que há 608 equipes de Saúde da Família cadastradas, mas apenas 523 médicos atuando no sistema. Segundo ele, em regiões como Ceilândia e Brazlândia, um único médico chega a atender mais de 16 mil moradores, quando o recomendado pelo Ministério da Saúde é de até 3.500 por profissional.

“É um colapso anunciado. A falta de médicos não é uma fatalidade, é uma escolha de gestão”, escreveu o médico, que também é advogado. Ele cita que o orçamento da saúde em 2024 foi de R$ 13,54 milhões, abaixo do necessário para suprir as demandas da rede pública, e aponta precarização das condições de trabalho como principal fator de evasão dos profissionais.

Fialho defendeu investimentos na atenção primária e políticas de valorização profissional como medidas urgentes para evitar o agravamento da crise. Segundo ele, a desassistência atual compromete o controle de doenças crônicas, dificulta o acesso a exames preventivos e sobrecarrega os hospitais da rede pública.

O artigo completo está disponível em drgutemberg.com.br.