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EXPRESSO

Lincoln Portela e os quatorze anos entre os mais influentes do Congresso

Ronaldo Nóbrega  -   12 de julho de 2025

Enquanto o Congresso Nacional se reinventa a cada legislatura com nomes que brotam e murcham em velocidade de campanha, Lincoln Portela permanece. Sete mandatos. Quatorze anos entre os cem parlamentares mais influentes do país, segundo o DIAP, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. Isso não é estatística. É raiz. É permanência. É convicção que resiste aos modismos e à espuma das horas.

Nascido em 3 de novembro de 1953, aos 71 anos, Portela continua em Brasília com a mesma disposição dos que entram na política não para brilhar, mas para durar. Pastor de verbo firme e mineiro de silêncios pensados, construiu sua trajetória como se planta uma árvore. Com paciência. Com propósito. Com fé. Três virtudes que o tempo consagra e a política descarta.

Sua atuação é voltada para a Família e para a Segurança Pública. No Congresso, preside a Frente Parlamentar em Defesa dos Guardas Municipais e a Frente Parlamentar em Defesa dos Agentes Penitenciários. Trabalha ainda em defesa da Defensoria Pública, da Magistratura e do Ministério Público. Defende não categorias, mas pilares. Não cargos, mas instituições.

À frente do PL 60+, braço que dá voz aos brasileiros mais experientes, Portela tornou-se referência entre os que enxergam na vida pública um chamado, não um palco. Em outro campo ideológico, sua postura sóbria lembra a de Álvaro Valle, o liberal social do Rio de Janeiro que acreditava que a política, para ser grande, precisa ser contida. Era a elegância que nasce da ideia e não do aplauso.

Entre escândalos e vaidades legislativas, Portela cresce em outra frequência. Agradece a Deus, à família, à equipe e aos que caminham com ele. Mas a verdade, leitor, é uma só. Enquanto muitos se agitam ao sabor dos ventos, há quem finca os pés na terra e insiste em crescer. Portela é um desses. Uma árvore no cerrado do improviso parlamentar.

E digo isso porque conheço. Dos anos 90. Vi quando liderava, com discrição e firmeza, o então pequeno PSL. Não era tribuno de estardalhaço. Era pacificador de bastidor. E continua sendo. Porque enquanto tantos se apressam para aparecer, poucos permanecem para servir.