Com a chegada da CBS e do IBS, que substituirão cinco tributos na esteira da reforma tributária, as software houses brasileiras, desenvolvedoras dos sistemas de gestão empresarial, vivem um momento de tensão. A mudança, prevista para entrar em vigor em janeiro de 2026, exige uma reestruturação profunda nas plataformas de ERP, especialmente nos módulos de faturamento e apuração fiscal. Mas a maioria ainda não começou a se mover.
Dados da Avalara, fintech global especializada em soluções fiscais, apontam que mais de 95% dessas empresas não estão preparadas para o novo modelo. O impacto deve se espalhar: empresas de nicho que dependem dessas soluções podem ser diretamente afetadas pela falta de ferramentas atualizadas e compatíveis com as novas regras.
Sem a adaptação, o prejuízo pode ser duplo. Além de perder competitividade, as empresas correm o risco de enfrentar sanções da Receita Federal, aumento de custos operacionais e descontrole financeiro. Um efeito cascata que pode virar pesadelo em pleno janeiro.