Uma pergunta começa a circular nos corredores de Brasília. Por que a Entidade Administradora da Faixa, a EAF, responsável pela faixa de 3,5 GHz usada na implantação do 5G, estaria cancelando contratos com empresas escolhidas por critérios técnicos rigorosos para contratar outras sem regras claras?
Não se trata de contratos pequenos. Os valores são altos e os serviços realizados até agora haviam sido bem avaliados pelo Ministério das Comunicações no final de 2025.
Mesmo assim, segundo informações que circulam no setor, a troca de fornecedores teria sido estimulada por um grupo que já ocupou a cadeira do próprio ministério.
A movimentação acontece longe dos holofotes, mas já acendeu o sinal de alerta em Brasília. Porque, na capital do poder, quando contratos técnicos começam a mudar sem explicação clara, raramente é apenas burocracia.
Resta saber se estamos diante de mais um episódio que, como tantos outros, poderá acabar recaindo sobre o bolso do contribuinte e resultar em um novo escândalo envolvendo recursos públicos.
- Em janeiro de 2026, a EAF passou por uma mudança em sua direção. Leandro Guerra deixou o comando da entidade, que passou a ser liderada por Gina Marques.

