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Governador de Minas leva o Estado às mesas da China e do Japão

  -   16 de julho de 2025

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Romeu Zema atravessou o planeta em missão oficial e retornou com cifras, compromissos e um recado claro: Minas Gerais não pretende assistir ao século XXI da janela. Foram doze dias entre Pequim e Tóquio, onde o governador firmou acordos que somam R$ 338 milhões e prometem gerar mais de 870 empregos.

O feito não se resume à quantia. Representa um gesto político de peso. A Midea, potência chinesa de eletrodomésticos, decidiu investir no chão mineiro. A Sumitomo Corporation, veterana do capitalismo japonês, enxergou no cerrado de Minas um celeiro de oportunidades. Quando dois impérios econômicos se debruçam sobre um estado brasileiro, algo mudou no tabuleiro.

Zema apresentou Minas como terra para data centers, projetos de recuperação de pastagens degradadas e parcerias técnicas com um Japão que compreende, como poucos, o que significa prevenir catástrofes. Minas passou a falar a linguagem da eficiência oriental, da precisão tecnológica e da humildade diante da natureza.

Em território japonês, o governador inspecionou os novos trens que substituirão os vagões cansados do Metrô de Belo Horizonte. Trens que trazem consigo a metáfora perfeita: um estado que finalmente se move, que troca a ferrugem pela velocidade, o improviso pela engenharia.

Minas se reposiciona no cenário internacional com discrição e estratégia. Assume o próprio lugar como ponte entre o interior do Brasil e as capitais do mundo. Não há fotografia capaz de traduzir a importância de sentar à mesa com gigantes. Há, sim, o dever de cumprir o que se promete, de transformar anúncio em obra, investimento em realidade, protocolo em prosperidade.

Zema conduz o governo com gestos que lembram os mineiros que moldaram a República com sobriedade e visão. Há ecos de Juscelino no olhar voltado ao futuro, no pragmatismo silencioso, na crença de que Minas pode liderar sem alarde. O gesto contido, o foco em resultados, a recusa à pirotecnia revelam um estilo de governar que remete ao que Minas sempre teve de melhor: a ambição sem gritaria, a inovação sem ruptura, a obra feita sem necessidade de palanque.

A missão asiática não encerra nada. Inaugura. O que se segue exige burocracia que funcione, empresários que acreditem, um estado que continue dizendo sim à inovação e não ao atraso. Porque o trem do desenvolvimento não apita duas vezes para quem hesita na plataforma.

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