Por Alek Maracaja - Ativaweb Bigdata e Analise
A Ativaweb, empresa especializada em pesquisa e análise de comportamento digital, concluiu um dos levantamentos mais robustos já realizados sobre o ecossistema de influência no Brasil. Durante dois meses, de março a maio de 2025, a empresa monitorou com precisão o desempenho dos principais perfis do país nas três maiores plataformas sociais: Instagram, YouTube e TikTok.
Utilizando tecnologias de inteligência artificial, modelos de machine learning, análise algorítmica e Big Data, a equipe da Ativaweb não apenas coletou dados brutos ela processou volumes massivos de informações com o objetivo de entender quem realmente converte audiência em influência ativa. O foco foi em três variáveis-chave: número de seguidores ou inscritos, visualizações médias por conteúdo, e o mais importante: ER% (Engajamento) a taxa de engajamento que mostra a proporção real de usuários impactados.
A conclusão é clara: os rostos mais populares nem sempre são os mais influentes. O Brasil está aprendendo que presença digital não é o mesmo que relevância digital.
No Instagram, o caso mais emblemático é o de Neymar Jr.. Com 229,6 milhões de seguidores, ele é, de longe, o mais seguido do país. Mas sua taxa de engajamento é de apenas 0,42%, o que demonstra um alcance massivo, mas de baixa resposta emocional. Em contrapartida, Virgínia Fonseca, com 52,7 milhões de seguidores, apresenta um engajamento de 3,36% e gera 1,8 milhão de interações por post quase oito vezes mais impacto proporcional do que Neymar. “Na internet, não é quem aparece mais que domina é quem faz o público sentir, responder e compartilhar.”
No YouTube, a inversão de lógica é ainda mais evidente. O Canal KondZilla possui 67,7 milhões de inscritos, mas suas visualizações médias por vídeo estão abaixo de 10 mil. Já o Bispo Bruno Leonardo, com 55,2 milhões de inscritos, atinge 931 mil visualizações médias e tem uma taxa de engajamento de 53,68%. Seus vídeos se tornaram parte do cotidiano de milhões de brasileiros. Ele não tem apenas audiência: tem comunidade. “No YouTube, a autoridade não vem do palco vem da frequência com que as pessoas voltam para te ouvir. ”
No TikTok, onde o impacto acontece em segundos, o campeão é Victor Melo. Com 26,1 milhões de seguidores e um ER% de 15,55%, ele domina a plataforma com uma linguagem direta, autêntica e emocional. Mais uma vez, Neymar aparece entre os mais seguidos, mas sua taxa de 7,27% o coloca bem atrás em influência proporcional. Nomes como Rafael Santos, Vanessa Lopes, porque (Becca) e Lucas Rangel também demonstram que o que importa no TikTok não é o status, mas a verdade.
“A nova influência digital não é medida por aplausos é medida por envolvimento real.”
O estudo da Ativaweb confirma uma mudança irreversível no modo como o Brasil entende influência. O mercado, as marcas e a política digital precisam se atualizar: números frios não movem multidões o que move é a capacidade de criar vínculo emocional, gerar resposta espontânea e manter relevância ao longo do tempo. Quem lidera o digital em 2025 não é quem tem a maior base. É quem tem a maior resposta.

