A Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) não compareceu à reunião da Comissão Eleitoral do Conselho Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS), realizada na última terça (8.abr.2025), mesmo após acordo prévio sobre data e local. A ausência, classificada como decisão unilateral, foi registrada em ata. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) repercutiu o episódio e reforçou a validade dos atos deliberados, que confirmam a realização das eleições entre os dias 23 e 25 de abril.
O gesto da FNP ocorre em meio à posse de Eduardo Paes como presidente da entidade, tendo como 1º vice-presidente o prefeito de Porto Alegre (RS), Sebastião Melo.
Paes criticou a condução do processo eleitoral:
“Se não há acordo, não tem regra. Se não tem regra, não dá para ter eleição. Essa eleição é muito séria, não é uma eleição de grêmio escolar”, afirmou.
Já Sebastião Melo reforçou o posicionamento da FNP:
“Como é que vai lançar uma eleição se não há regra do jogo? O importante é o interesse da população. Sem a reforma tributária, quem paga essa conta é o cidadão, que está esperando na fila do SUS. A Frente não desistirá de fazer valer o que nós construímos juntos”, reforçou o prefeito de Porto Alegre (RS).
A ausência da FNP foi interpretada como uma manobra política para pressionar a CNM e influenciar a condução do processo eleitoral do CGIBS. O Palácio do Planalto monitora a disputa, e o presidente Lula busca uma saída conciliatória. A FNP, por sua vez, sinaliza que aguardará o desdobramento da audiência pública convocada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), que pretende discutir os critérios da eleição para o Conselho Superior do Comitê Gestor do IBS.

