22 de abril de 2018

Pernambuco: PSOL disputará eleições majoritárias com chapa feminista

Quatro mulheres feministas disputarão o governo de Pernambuco e as duas vagas do Estado ao Senado nas eleições de outubro deste ano. A tarefa de encabeçar a chapa, formada pelo PSOL em coligação com o PCB, ficou com a advogada, historiadora e professora Danielle Portela, de 43 anos. A militante do PCB Gerlane Simões participará da disputa como candidata a co-governadora.

Para o Senado, o partido aprovou lançar Albanise Pires, fundadora do PSOL em Pernambuco e também candidata ao Senado em 2014; e Eugênia Lima, que também disputou as últimas eleições pelo partido.

“Nasce e brota o desejo de uma chapa majoritária composta só por mulheres, como uma necessidade real de resistência e sobrevivência a sociedade machista e patriarcal que vivemos: Uma chapa Feminista”, ressalta Dani Portela, como é conhecida entre a militância.

Ela explica que o processo de definição de nomes se deu a partir de um amplo debate, inspirado pela Primavera Feminista. “As companheiras toparam o desafio na hora. A escolha não poderia ser mais acertada: Albanise Pires, fundadora do PSOL em Pernambuco, candidata várias vezes e Eugênia Lima, recém-saída de uma eleição municipal com amplo destaque. Ambas feministas e militantes. O PSOL é um partido pioneiro e revolucionário, não teria espaço melhor para acolher a chapa, que foi escolhida pelo Diretório Estadual. Neste contexto, é importante salientar a aliança que firmamos com o PCB, representado na chapa na figura de Gerlane Simões, co-candidata a governadora.  Gerlane, mulher negra, estudante de ciências sociais, chega para nos dar ainda mais força para o debate de gênero, que deve e precisa  ganhar maior centralidade na sociedade. E o momento eleitoral pode e deve ser palco dessa disputa pelo protagonismo feminino na política”, ressalta.

Força à luta das mulheres
Advogada, historiadora e professora, formada pela Universidade Católica de Pernambuco e pela Universidade Federal de Pernambuco, a pré-candidato do PSOL ao governo de Pernambuco é negra, mãe da Alice e moradora da histórica Olinda.



“Minhas lembranças mais antigas são do processo de redemocratização do Brasil e do movimento das Diretas Já! Em 1984, então com nove anos, lembro bem das passeatas das Diretas. Recordo de um ato em Palmares que eu fiquei em cima do carro de bombeiros com meu avô e Miguel Arraes, eles foram companheiros de exílio. Eu cresci dentro dessa atmosfera e isso fez com que eu me interessasse por política desde muito cedo. Participei de grupos de estudos políticos ainda adolescente e fui parte do Diretório Acadêmico de História, durante a minha graduação”, conta Dani, que, na militância, tem se dedicado às questões de gênero e violência. “Sou uma voz que ecoa na luta contínua para que as mulheres ocupem cada vez mais espaços de poder. Luto incessantemente pela liberdade dos corpos e sua autonomia plena”.

Na avaliação da pré-candidata, com a definição da chapa feminista para os cargos majoritários, o PSOL-PE joga peso na importância da participação das mulheres na política e na disputa dos espaços institucionais. “O PSOL, que já exige nos seus estatutos a paridade de gênero na ocupação das instâncias partidárias, dá um passo adiante em Pernambuco ao buscar superar também as cotas de gênero impostas pela legislação eleitoral”, destaca.

Fonte: PSOL Nacional
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