18 de fevereiro de 2018

“A legislação precisa ser respeitada, tem que haver a consagração do estado de direito”, diz Alvaro Dias

Alvaro Dias foi reeleito ao Senado em 2014 com 77% dos votos válidos no Paraná. Garantido no mandato até 2020, ele se prepara agora para disputar a presidência da República pelo Podemos. Em entrevista a MONEY REPORT, o senador confirmou que será candidato ao Planalto e afirmou que a eleição deste ano “será a mais importante desde a redemocratização”. Na primeira pesquisa Datafolha do ano, o político aparece com até 4% das intenções de voto. Na região Sul, onde ele possui maior influência, o índice chega a 18%. O levantamento indica ainda que Alvaro Dias tem 13% de rejeição entre os eleitores pesquisados. 


Confira os principais pontos da entrevista com o senador paranaense:


por Lucas Emanuel Andrade | em 15 de fevereiro de 2018


O senhor será candidato a presidente? Por quê?


“Sim, serei candidato. Esta eleição será a mais importante desde a redemocratização. O país atravessa um oceano de dificuldades e com uma escolha infeliz o Brasil continuará sangrando. Então encaro esta responsabilidade como uma missão”.


 Que perfil o eleitor espera do próximo presidente do Brasil?


“O eleitor fala através das pesquisas que quer um candidato com experiência e passado limpo. Alguém com coragem para combater a corrupção”.


O ex-presidente Lula deveria participar da eleição?


“Este assunto nem deveria ser discutido. A legislação precisa ser respeitada, tem que haver a consagração do estado de direito”.


O Podemos está conversando com outros partidos para apoiar a candidatura do senhor?


“A nossa prioridade é uma relação direta com o eleitor. Vamos buscar um rompimento com esse sistema corrupto e incompetente, calçado nas grandes alianças. Nosso desejo é costurar apoio somente com partidos que queiram sustentar esse projeto de refundação da República”.


O senhor aceitaria ser vice em uma outra chapa?


“A questão é descabida. Está fora de cogitação”.


Qual a sua avaliação sobre o auxílio-moradia que é pago a juízes, senadores e deputados?


“Quando algum político propõe o fim de um benefício, como o auxílio-moradia, é preciso perguntar se ele está recebendo. Eu abri mão para defender a tese. Então uma das propostas que faremos na campanha será a eliminação de todos esses privilégios, todos os penduricalhos que são usados hoje para complementar salário”.



Fonte: Money Report. 

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