Distritais reclamam de ‘discriminação religiosa’ na Secretaria de Cultura

Bispo Renato trouxe o tema ao plenário
Crise hídrica, greve de professores e problemas na segurança no Distrito Federal voltaram a ser tema de pronunciamentos de parlamentares na sessão da última terça-feira (4), no plenário da Câmara Legislativa. O assunto que teve mais repercussão nesta tarde, contudo, foi a acusação de "discriminação religiosa" que estaria acontecendo na Secretaria de Cultura.

Segundo o deputado Bispo Renato Andrade (PR), os artistas cristãos estariam sendo "ignorados" e seus projetos não contemplados pela pasta. O distrital citou leis, a exemplo da Rouanet, que classificam a música gospel como manifestação cultural, e completou: "A secretaria deve respeitar a comunidade cristã".

Eleito com maioria de votos do segmento evangélico, o deputado Rodrigo Delmasso (Podemos) cobrou mais recursos e investimentos nas manifestações artísticas cristãs. "O DF tem mais de um milhão de cristãos, e nas comemorações do aniversário de Brasília, por exemplo, os evangélicos só conseguiram espaço após muita articulação", apontou.

O deputado Wasny de Roure (PT) também destacou a contribuição artística do segmento gospel na cidade, além de ter reforçado o peso numérico de consumidores desse tipo de cultura. "Não se trata de meia dúzia de pessoas, é um número significativo", afirmou.

Já a deputada Celina Leão (PPS) disse que o Estado é laico, "mas não é ateu" e reclamou da ausência de um palco gospel na programação oficial do último réveillon. Na mesma linha, o deputado Agaciel Maia (PR) destacou não caber segregação do governo a qualquer estilo musical. 

Coluna Politíca / com informações da CLDF