Briga por poder opõe peemedebistas contra Zé Maranhão


Por meio de mais um artigo enviado ao site Coluna Política, o jornalista, Júnior Gurgel, escreve um relato sobre investida de parlamentares peemedebistas contra o senador Zé Maranhão. O texto traz informações do cenário político que vive o PMDB paraibano, fatos até então desconhecidos do Presidente Michel Temer.

Confira:

"EQUIVOCADOS

por  Júnior Gurgel

A insistência do Deputado Federal Veneziano Vital do Rêgo, em convocar uma reunião para forçar o Senador José Maranhão tomar decisão precipitada - com vistas ao pleito de 2018 – não passa de um processo movido pela ansiedade do Senador Raimundo Lira, que após desfrutar mais um momento de “celebridade nacional”, tenta criar “musculatura” para continuar no espaço que ora ocupa.

Exímio enxadrista da política paraibana, o Senador José Maranhão é um colecionador de vitórias e derrotas, sempre na mesma legenda: PMDB. Nem o saudoso Ronaldo Cunha Lima teve força suficiente para arrebatar a legenda – na época já em mãos do “cacique brejeiro” - perdendo duas convenções e “queimando” uma eleição majoritária (1998). O fato levou o poeta abandonar a sigla de sua paixão, que antes do “P” (MDB), lhes consagrou como líder carismático na mais brilhante de suas vitórias, quando derrotou o imbatível Severino Cabral, no pleito mais surpreendente da história política da Rainha da Borborema (1968). Será que o Senador Raimundo Lira não enxerga estes fatos, dos quais foi testemunho?

O mais estranho é observarmos gente tão experiente, se comportarem como amadores, movidos por alguém bastante esperto - que entende de tudo - desde que o tema não seja “política” e “popularidade”. Senador Raimundo Lira manobrou bem (1986) quando foi eleito ao lado de Humberto Lucena, puxados pelo ex-governador Tarcísio de Miranda Buriti. Sua “esperteza” na época foi “colar” como a segunda opção de Wilson Braga, que se considerava eleito. Mas, quem votava no PMDB do “plano cruzado” escolhia a chapa fechada: Buriti, Humberto e Lira. Wilson Braga indicou de última hora como seu companheiro “figurativo”, claudicante Maurício Brasilino Leite, completamente desconhecido pelo povo paraibano. Braga acreditava que uma vaga seria da oposição (Humberto) outra da situação, ele próprio.

Na casa da família “Mota” (Patos PB), formou-se uma mini-oligarquia regional, graças ao apoio do Senador José Maranhão, nas ocasiões em que esteve como inquilino do Palácio da Redenção. Foi igualmente desfrutando deste mesmo tipo de prestígio, que os “Regos” viveram seus melhores momentos de sua trajetória política, derrotando seu adversário histórico (Cunha Lima) por duas vezes em Campina Grande, quebrando uma sequência de vitórias ininterruptas ao longo de vinte e dois anos. Dizem que o povo tem memória curta. Será? Bem curta mesmo, são a dos políticos militantes, na ânsia de se perpetuarem em seus mandatos. Qual a razão ou sentido de “Motas” e “Regos” estarem dispostos a defenestrar o Senador José Maranhão do comando PMDB da Paraíba?

Os “Motas” depois do insucesso em Patos (2016) com a volta dos Wanderley a Prefeitura Municipal, estão a procura de bases, para completar os sufrágios necessários que reconduzam (2018) um Deputado Estadual e um Federal. Quanto os Regos? Não tem explicações ou justificativas. A matriarca do clã é suplente do Senador José Maranhão. Veneziano e seu irmão - hoje Ministro do TCU - tiveram apoio irrestrito do “cacique brejeiro” em todas suas aventuras políticas, onde sempre lograram êxitos. José Maranhão não pôde festejar da mesma forma: amargou pelo menos, duas grandes derrotas humilhantes em Campina Grande (2006/2010), período da popularidade em alta do clã Rego em Campina Grande.

Estão todos equivocados. A sucessão do Governador Ricardo Coutinho passará inevitavelmente pelas mãos do Senador José Maranhão, que deseja governar mais uma vez a Paraíba. Se conseguir celebrar uma aliança com os tucanos e o Prefeito de João Pessoa, a chapa será Maranhão, Cássio e Luciano Cartaxo. O resto...

Júnior Gurgel (foto) – É jornalista, radialista e memorialista. Colabora com diversos veículos de imprensa, inclusive com a imprensa alternativa."